domingo, 23 de junho de 2013

O GARIMPO IMOBILIÁRIO NOS GRANDES CENTROS URBANOS


Em virtude da grande demanda no mercado imobiliário, proporcionalmente, surgem inúmeros problemas de todas as ordens, principalmente quando se fala em viabilidade e ordenamento público.

Além dos engarrafamentos e da falta de planejamento das vias públicas, o crescente número de novos empreendimentos vem resultando noutro fator negativo para os próprios empresários do ramo: a falta de terrenos para construção em grandes centros.

O ano de 2013 vem trazendo novamente a realidade que seu antecessor suprimira: a recuperação da evolução imobiliária. Porém, grande parte dos terrenos passíveis de serem construídos já estão em obras ou com imóvel concluído. Essa realidade já é vista nos maiores centros urbanos do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.

A solução vislumbrada por empresários para suprir esse obstáculo do setor imobiliário, vem da pioneira empresa RealtOn, a qual mantém por característica básica, dentro dessa nova realidade, a criação de banco de terrenos para o setor imobiliário.

Trata-se de uma Empresa criada há pouco mais de um ano, com o objetivo de ajudar as grandes incorporadoras e construtoras a distribuir os estoques de empreendimentos parados justamente em virtude da falta de terrenos.

A empresa procura desenvolver um banco de dados com possibilidades de terrenos em locais ainda não explorados, com promessa de um futuro promissor, bem como a existência de terrenos ociosos para atender essa demanda, dentro de localidades já quase que completamente desenvolvidas.

Os próprios empresários assumem ser uma tarefa árdua, vez que necessitam realizar um trabalho pouco profissional, chegando a ser considerado um verdadeiro “garimpo”.

Segundo os pioneiros desse projeto, esse trabalho que seria das próprias incorporadoras, repassado à RealtON, representa uma grande economia de tempo, impulsionando o desenvolvimento do mercado imobiliário até mesmo para aquelas empresas que ainda não são referência neste ramo mercadológico.

Essa intermediação proposta pelos empresários, no intuito de agilizar o trabalho das incorporadoras, é comissionado em cerca de 6% sob o valor da negociação.

Trata-se de uma quantia, certamente, bem investida, já que a rentabilidade futura da negociação para aquele que contratou o serviço, supre os gastos iniciais, bem como amplia a visão por meio de um trabalho específico.

Além de realizarem o trabalho em áreas já consideradas bem localizadas para se construir, situação esta cada vez mais difícil em virtude da falta de espaço nessas regiões, outro desafio para a Empresa seria driblar esse problema e partir para áreas menos exploradas, mas que possam ser restauradas e servir como novas boas localizações.

Seria um trabalho maior, uma espécie de reestruturação de um local antes abandonado ou pouco valorizado, na tentativa de transformá-lo num ambiente harmonioso e agradável. Talvez a readequação desses espaços seja a maior saída para os centros urbanos já praticamente “inchados” diante de tantas construções.

A prática proposta pela empresa em questão pode mudar inclusive a visão dos empreendedores, valorizando localidades antes esquecidas, dando oportunidades de novas negociações e reurbanização de regiões abandonadas.

Autor: Saulo Aguiar - Advogado. Membro do Núcleo Construção do MBAF Consultores e Advogados.
Fonte: Direito Legal

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